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A vida não é uma corrida
Eu venho pensando em como tenho me cobrado ultimamente, ao ponto de não entender mais o que é a vida. É difícil olhar ao redor e não se sentir pressionado a se reinventar quando todos estão tentando, lutando, dando a cara a tapa, conquistando seu lugar no mundo. Por muito tempo, achei que eu deveria dar o melhor de mim todos os dias, custe o que custasse. Não foi fácil, mas fazia aquilo no automático. Afinal, o objetivo da vida não é ter sucesso? Para alguns, sim. Mas sabe o que venho pensando? Eu e você , sim, você que está lendo, não precisamos ser os melhores, nem dar o…
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Ciranda de Pedra, de Lygia Fagundes Telles
“Creio, sim, na sobrevivência da alma, mas isto porque sinto os meus mortos em redor. Eles continuam embora nenhuma força consiga governá-los. Mortos e vivos, estão todos por aí completamente soltos. E a confusão é geral” (p. 134). Lygia Fagundes Telles usa da sutileza e genialidade para escrever seu romance de estreia. Publicado em 1954, Ciranda de Pedra utiliza de diversas metáforas e linguagem poética para contar a história de um grupo peculiar. “Natércio amava Laura que amava Daniel. Virgínia amava Conrado que amava Otávia. Letícia amava Afonso que amava Bruna, que amava a Deus sobre todas as coisas.” (sinopse) A história é contada sob o ponto de vista…
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agonizo
minha mente viaja entre o passado e o futuro a toda hora. ela vai e volta, sem parar. culpa e ansiedade andam de mãos dadas. culpa pelo que não foi perfeito. anseio pelo que ainda não há. viro escrava dos dois grandes senhores: Passado e Futuro. então, fecho os meus olhos, inspiro profundamente e curvo-me diante do Agora. entrego-me a ele e imploro que me leve para longe daqui. de repente, não toco mais o chão. estou rodopiando nos braços do tempo, na valsa deliciosa e surpreendente da vida.
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Você já se perdoou hoje?
por muito tempo eu me culpei por tudo, absolutamente tudo. por me sentir triste, por estar doente, por não dar o meu melhor, por perder e fracassar. mas a verdade é que a culpa não me pertence mais. ela me afasta dos meus sonhos. ela me afasta daquilo que sou. além de dar perdão a quem me fez mal, preciso perdoar a mim mesma por todas as vezes que me feri tentando acertar, por todas as vezes que olhei para o espelho e duvidei. eu me perdoo e eu me acolho neste novo dia que é mais um milagre da vida. e essa é a vida, repleta de tropeços…










